SEPARAÇÃO

Publicado 23 de novembro de 2014 por tijomigo
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Azul-Melancolia-Windows

Os passos na escada não são meus…

São tuas palavras pisadas,

estrelas partidas, cuspidas do céu!

A porta rangendo é a minha dor,

não é o teu barulho na saída

porque o adeus não canta nem assovia;

despedaça corações em silêncio…

Os dias órfãos morrem nas minhas noites de solidão…

SINA

Publicado 12 de setembro de 2012 por tijomigo
Categorias: POESIA

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Em meu coração corre um rio de infelicidade,

são águas turvas e sempre amarelas;

nele, a vida me abandonou…

Em meus olhos desce um lamaçal apodrecido,

são lágrimas anciães, que jamais contemplaram a luz do sol!

Neles, a noite sempre me vigiou…

Em meu sorriso, há uma dor sem fim,

uma canção que me vestiu de solidão para partir;

nele, a alma definha…

FLORES

Publicado 15 de agosto de 2012 por tijomigo
Categorias: POESIA

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As flores,

sempre belas e silenciosas,

as flores…

As flores,

no colo da mulher amada,

sempre belas e silenciosas,

as flores…

As flores,

mergulhadas no vaso de cristal,

sempre belas e silenciosas,

as flores…

As flores,

deitadas sobre um corpo morto,

belas e silenciosas, também…

As flores,

sempre belas, sempre silenciosas;

todas mortas!

As flores…

HOLOCAUSTO

Publicado 2 de agosto de 2012 por tijomigo
Categorias: POESIA

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No varal,

as almas penduradas…

Todas molhadas!

Sóis traíram verões

e os céus prantearam terras e homens malditos!

Por quê?

De olhos abertos e mudos,

as almas olhavam para um tempo sem fim…

Todas ressequidas!

Sopros sem nomes, estiradas ao léu,

o vento ultrajava semblantes indefesos!

Por quê?

Na gaveta,

as roupas passadas…

Restos de uma estória,

que ainda não acabou…

Por quê?

                                                                             João Carlos de Souza Ribeiro

Esperança

Publicado 25 de julho de 2012 por tijomigo
Categorias: POESIA

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Vesti-me de noite,

e esperei por um raio de sol

ao amanhecer…

Não o que me partiria ao meio,

mas o que iluminaria o meu caminho…

O corpo madrugado pesava sobre a alma indigente…

No chão, os céus!

Pisei luas quebradas,

e as estrelas estilhaçadas feriram meus pés!

A luz que nunca me visitou

estava no sepulcro…

Dormia como um astro,

que sonhava em ver, um dia, a Aurora…

Anoiteci-me!

                                                                                       João C. de S. Ribeiro

Um poeta em crepúsculo, uma poesia órfã!

Publicado 13 de junho de 2012 por tijomigo
Categorias: POESIA

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Imagem

A poesia rufla a língua ígnea duma estrela sem órbita…

Um corpo cadente, uma verdade que dói!

A vida errante duma canção mais do que ébria;

e um poente de luz a arrastar sobre a terra

anjos desalmados…

Todos traidores,

todos humanos,

sob o esplendor escarlate da quimera!

João Carlos de Souza Ribeiro

Hello world!

Publicado 12 de junho de 2012 por tijomigo
Categorias: Uncategorized

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Asa Escarlate

Poeta em crepúsculo, poesia alada !

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